Os capitães Carlos Magno e R. Campos, ambos do Batalhão de Missões Especiais (BME), apresentaram suas monografias de conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO). Os trabalhos foram apresentados na Faculdade Multivix, em Vitória, nessa terça (03) e quarta-feira (04), e abordaram temas relacionados ao BME e à segurança pública.
O capitão Carlos Magno, comandante da Cia Operações de Cães, abordou o tema “Diagnóstico da aquisição de cães para emprego policial pela Polícia Militar do Estado do Espírito Santo”. O assunto estabeleceu algumas comparações com outras polícias brasileiras, no que diz respeito às preferências de raça, de modalidade licitatória e das exigências feitas como pré-requisitos de aquisição. Os dados de pesquisa foram obtidos por meio de editais dos estados de Pernambuco, Bahia, Distrito Federal, Amapá e Paraíba.
Alguns dados apontaram que o pastor alemão e o pastor belga de malinois são as raças preferidas pelas polícias analisadas, com 36% de prioridade na escolha, seguidas pelo labrador (21%) e o rotweiller (7%).
A maior preocupação dos gestores em relação à compra é com a saúde dos animais. Dos editais, 35% adotam uma avaliação clínica veterinária para aceitação de compra, enquanto a preocupação com a parte comportamental e psicológica atinge 29%. Já 24% mostram apreensão em relação ao padrão da raça, e apenas 6% exigem adestramento básico.
O oficial concluiu que existe uma nova tendência em relação à escolha do cão ideal para o trabalho policial, que não é necessariamente um animal de raça pura, mas de boa saúde e de comportamento adequado.
O capitão finaliza destacando a importância do cão de polícia como instrumento de combate à criminalidade e sua utilização como meio de menor potencial ofensivo, respeitando os princípios da legalidade, necessidade, proporcionalidade e conveniência.
Já o capitão R. Campos abordou o tema “Atividade de Inteligência Policial e a Segurança Pública no Estado do Espírito Santo: a produção de conhecimentos no Batalhão de Missões Especiais em benefício da repressão qualificada”. O objetivo, segundo o autor, foi conscientizar os envolvidos em relação à importância da atividade de inteligência na segurança pública e sua aplicação nas ações repressivas.
O capitão R. Campos afirma que a produção de conhecimentos tem subsidiado o planejamento de emprego do efetivo policial de uma forma mais adequada e eficiente. Além disso, aponta dados em relação aos resultados alcançados em ocorrências como a de desarticulação de uma quadrilha que atuava em Guaranhuns, em 2003; recuperação de carga roubada, em 2004; operação contra sequestro, em Marataízes, no ano de 2005; operação Guará, em 2009, com a maior apreensão de maconha pelo BME e a maior apreensão de dinheiro da PMES; operação Pégazus, também em 2009, com a maior apreensão de pasta base de cocaína realizada pela PMES.
Entre 2006 e 2013 foram 81 operações, indicando um aumento no número de apreensões e de prisões. Foram quase 1500 kg de maconha apreendidos, 35 kg de cocaína e 475 kg de pasta base. Isto representa mais de R$ 7.700.000 em material ilícito apreendido.
O tenente-coronel Ramalho, comandante do BME, parabenizou os capitães, pelos trabalhos apresentados, ressaltando suas capacidades para alcançar novos postos na Instituição.
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