Prestes a completar 16 anos de carreira, a capitã da Polícia Militar Adriana Bravin, 38 anos, está à aproximadamente um ano à frente da 5º Companhia do 6º Batalhão, na Serra. Única mulher comandante de uma companhia de polícia na Grande Vitória, esposa, mãe de uma filha de 3 anos e dona de casa, a capitã encontra tempo para conciliar sua vida pessoal ao trabalho administrativo e operacional da PM.
Ela destaca que, por meio das ações do Estado Presente, tem trabalhado para reduzir os índices de crimes contra a vida na região atendida pela unidade. Para isso, dedicação e auxílio da tropa não faltam.
Uma grande admiradora do trabalho realizado pela PM, a capitã teve influências dentro de casa para seguir a carreira militar. “O meu pai é sargento da reserva, tenho dois irmãos que seguem a carreira militar e sou casada com um major da PM”, diz Adriana. Sobre a conciliação com a vida pessoal, ela diz que é uma correria. “Além de ser profissional de segurança, sou mãe, esposa e dona de casa, não é fácil”, falou a capitã.
O trabalho é realizado baseado na filosofia da polícia comunitária. Existe um canal aberto de dialogo com a comunidade, com reuniões mensais na sede da companhia para ser discutida mudanças e melhorias. A capitã ressalta que essa é uma forma de trazer a comunidade para dentro da estrutura da polícia. Em Novo Horizonte será implantado nos próximos dias o programa Patrulha da Comunidade. Sobre as ações deste programa, a capitã conta que na região do Bairro de Fátima a aceitabilidade foi muito grande, sendo o trabalho muito elogiado pela comunidade. Em todos os bairros contemplados pela patrulha da comunidade, são realizadas reuniões mensais com a população.
A motivação é constantemente trabalhada no batalhão, as operações são estudadas e ressaltadas de tal ponto que não são raros os casos em que oficiais de folga estarem em contato com o efetivo de plantão, conversando sobre as experiências, a busca de resultados e destacando a vontade de estar em trabalho mesmo nas folgas, desempenhando de forma intensa e integrada suas funções.
Para ingressar na Polícia Militar, a capitã concluiu o curso de formação de oficias em 1998. Das trinta vagas ofertadas, somente duas mulheres foram aprovadas. Em concursos realizados em anos anteriores ao ingresso da oficial, havia uma separação com a reserva de dez vagas para as mulheres. Dentre as funções desempenhadas em sua carreira, a capitã Adriana Bravin já foi subcomandante de Companhia e também exerceu funções no Planejamento Estratégico da Corporação.
O treinamento para a polícia é o mesmo para os homens e mulheres, os cursos são abertos em pé de igualdade tanto para ingresso quanto para o plano de carreira. Ela destaca que existem situações feitas exclusivamente por mulheres, como a questão da abordagem para a revista em mulheres. Ela ainda diz que a população tem uma maior empatia com a mulher como policial por ter menor resistência na abordagem comunicativa com a agente.
A soldado Stefania Vellozo Alves, 29 anos, está a cinco anos prestando serviço no 6º Batalhão e há um ano sob o comando da capitã Adriana Bravin. “Ter uma mulher como capitã é muito bom, pois ela entende as necessidades e dificuldades femininas nas áreas de atuação. Quero parabeniza-la pelo excelente trabalho que ela desempenha e acredito que hoje em dia não exista mais preconceito em relação a mulher na força policial”.
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